CIRCULO FILOSÓFICO

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segunda-feira, 1 de março de 2010

ACADEMIA DE PLATÃO


Academia de Platão (também chamada de Academia Platônica, Academia de Atenas ou Academia Antiga) é uma academia fundada por Platão, aproximadamente em 387 a.C., nos jardins localizados no subúrbio de Atenas, consagrados à deusa Atena e que tradicionalmente haviam pertencido ao herói Academo.
A Akademia ou Hekademeia era originalmente um parque público com alamedas e belas árvores, adornada com estátuas, templos e sepulcros de homens ilustres onde haviam sido plantadas oliveiras.
Trata-se de uma área localizada num dos mais bonitos subúrbios de Atenas, perto de Kolonos, terra natal de Sófocles, a cerca de seis estádios das portas da cidade voltadas para noroeste.
A estrada principal para a Akademeia era uma avenida cerimonial com cerca de trinta metros de largura, em linha recta. Nessa estrada localizava-se um cemitério (Demosium Sema), onde eram erigidos túmulos e monumentos a todos os cidadões a quem se dava uma honra particular após a morte. Havia também dois templos: um dedicado a Artemisa e outro a Dionisio.
A Akademia era assim um lugar afastado e solitário, dedicado a um lendário heroi ático chamado Akademos ou Hekademos, de onde proveio o nome daquela área. Era também um lugar sagrado, rico em celebrações religiosas e cerimónias fúnebres onde eram venerados deuses e heróis e onde tiveram lugar vários festivais antigos. No final da estrada principal, encontra-se a parede de Hiparco, construída por volta do século VI, e que rodeava uma extensa área rectangular de 450m por 300m.

À entrada da Akademia havia um altar dedicado a Eros, o deus do amor.
No interior do parque, cheio de árvores e atravessado por vários caminhos ladeados por altares dedicados a alguns deuses e heróis, havia também um gymnasium, um dos três existentes em Atenas na época, uma palestra com pórticos ladeados por colunas, e um complexo que compreendia um pequeno edifício com balneários e outras zonas de diversos usos. Embora a maior parte das palestras fossem privadas, a que se situava na Akademeia era pública. Já os gináseos eram, em geral, instituições públicas e o de Akademeia não era exepção. Para além dos monumentos sagrados, podiam ainda encontrar-se vários jardins, pequenas casas e residências suburbanas de atenienses prósperos e abastados.
Também Platão possuía uma pequena propriedade no interior desta área. Como cidadão ateniense, tinha o direito de comprar terrenos, e como obviamente não podia comprar toda a Akademeia que era um lugar público, comprou apenas uma pequena parte.

"Platão foi capaz de definir a sua escola e de lhe dar permanência física de uma maneira que muitos outros professores não conseguiram: comprou uma pequena propriedade perto da Academia, o que permitiu que a sua escola tivesse uma dimensão pública e privada (...) os seus sucessores estavam assim capacitados para usar a parte privada da escola bem como os edifícios e os terrenos próximos das redondezas do santuário público".
Foi nesta propriedade que, por volta de 388/7, depois da sua primeira viagem a Siracusa, Platão abriu a sua escola na qual escreveu e a ensinou regularmente os grupos dos seus seguidores.
Por outro lado ainda, porque a academia se situava nas proximidades de palestras e de um ginásio, verdadeiras instituições culturais da Atenas clássica às quais recorriam com regularidade muitos rapazes, entre os quinze e os vinte anos, para praticarem exercícios de ginástica, atletismo e luta, para tocar flauta ou apenas conversar sobre assuntos filosóficos ou políticos. Locais portanto privilegiados em termos de afluência de jovens potencialmente interessados em adquirir conhecimentos que prolongassem a sua educação.

Após a implementação da escola de Platão, o local continuou a servir para as funções públicas e religiosas usuais, mantendo-se a prática das actividades desportivas a que se destinava. Tal facto não deixava de ser proveitoso para Platão pois, deste modo, o local continuava a ser ponto de encontro de potenciais frequentadores da sua escola.

Caracterizou-se, inicialmente, pela continuidade dos trabalhos desenvolvidos pelos pitagóricos, com os quais Platão mantinha estreita relação: particularmente com seu mestre Teodoro de Cirene e Arquitas de Tarento. É considerada a primeira escola de filosofia. Nela ingressou Aristóteles, com 17 anos de idade. Mulheres eram admitidas na Academia, mas tinham que vestir-se como homens.
Discípulo de Sócrates, a escola de Platão primava pelo ensinamento dialético, onde o saber era encontrado mediante um processo endógeno, ou seja, pela busca individual, através dos constantes questionamentos. Sua escola rivalizava, assim, com sua contemporânea, de Isócrates - onde o conhecimento consistia meramente na assimilação daquele saber que já fôra produzido (algo um tanto semelhante com as escolas atuais).
Fontes: Wikipédia, a enciclopédia livre - www.educ.fc.ul.pt

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